sexta-feira, 24 de novembro de 2017

VOLTEI LÁ...

...ao local onde andava a tratar do tal assunto que havia ficado pendente e agora já está encaminhado. Finalmente!!

Pelo caminho voltei a parar onde havia parado há oito dias atrás, desta vez sem precisar de usar os piscas,  luzes intermitentes, entenda-se...:) pois encostei na entrada daquilo que me pareceu uma empresa - de quê, não sei, não perguntei e para o caso nem interessa -.  Que diferença, na paisagem!!

Ora confirmem lá:

Antes...ainda se lembram?



     
Hoje... o céu já não estava azul, as folhas da árvore perderam o belo tom acobreado e estão a rarear,  caindo de cansaço. Até a palmeira parecia ter um aspecto mais triste e abatido, como se se tivessem passado meses. Os raios de sol, luminoso, já não perpassavam as suas folhas conferindo-lhe aquele ar dourado, que apresentavam há poucos dias atrás. 
A chuva faz falta, o Inverno é preciso, para que a Natureza repouse e se revigore, isso todos nós sabemos e desejamos mas, e o nosso espírito?...como podemos nós sentir a mesma alegria de viver em dias como o de hoje? Sem a pujança que revigora,  sem luz, a nossa alma também enegrece. Não concordam?


Ah...as escadas, não são escadas...é uma espécie de portão, uma vedação que, ao baixar, impede a passagem de veículos àquele recinto....Tão simples e útil, afinal...!! :) 



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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Confissão.



Vá lá saber-se porquê, ou melhor, sei...

...lembrei-me desta lembrança, singela e tão amorosa, que o meu filho fez e me enviou por e-mail neste dia da Mãe em 2012...Já nesse tempo sentia tanto a sua falta, mas agora...ainda a sinto mais...talvez porque o saiba mais longe.




Este poeminha de Mário Quintana, faz, neste momento, todo o sentido, para mim...por todos os motivos e mais alguns.


Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há-de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!






quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O CÉU DA MINHA RUA.





Hoje o céu da minha rua
Está cinzento-escuro e triste
Há pouco quando saí
Olhei-o, e quando o vi,
Preferi vê-lo com nuvens
Ainda mais tristes e escuras….

                      …Das quais a água bendita caísse!




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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Pesadelo Americano!... Agora, Amenizado.

...Não é novidade para ninguém,  mas convém lembrar: o sonho americano há muito que passou a ser um verdadeiro pesadelo!!...




Para atenuar este amargo de boca vou servir-vos um cafezinho, doce e personalizado...

                                                 
Fiquem bem!...



( Recebidos por mail)

Obrigada, Daniel! 



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domingo, 19 de novembro de 2017

"A FOTOGRAFIA".

Tinha uma missão: Fotografar o seu “Amigo de Inverno”.

O que dormia escondido no canavial, o mais próximo possível da margem, ficando à mercê dos predadores. Aquele que era sempre o último a levantar voo, esforçando-se para seguir a formação e o último a pousar numa rasante desequilibrada em que era difícil perceber se voava baixo ou se procurava desesperadamente não mergulhar na água fria e escura.


Não seria tarefa fácil. O bando era assustadiço e ao primeiro sinal de que alguma coisa perturbava o frágil equilíbrio, desapareceria em gritos de alerta para não mais voltar. 

Ele sabia que fotografar não era só carregar no botão no momento certo. Era preciso estar concentrado e ver, não somente com os olhos.

“Ver” o frio que lhe arrefecia o rosto e gelava as mãos. “Ver” a variação da brisa que lhe diria o momento em que o bando se agitaria e acordaria. “Ver” a intensidade do cheiro a penas húmidas e saber se estaria perto o suficiente para fotografar com nitidez e longe o suficiente para não alertar o grupo. “Ver” o leve chapinar da água e os sussurros dos líderes. E ver também, mas de forma menos fiável a degradação da escala dos cinzentos da madrugada para o colorido da manhã.

Nesse momento ele era quase invisível, fazia parte da natureza circundante, uma mancha silenciosa, um pouco mais escura na margem. Sentia o bater do seu coração acelerado e a respiração rápida na contagem decrescente. Faltava pouco, tão pouco.

A água agitou-se, as sombras moveram-se e quando deu por si, já o bando tinha levantado voo descendo o rio. Piscou os olhos tentando focar o olhar através da lente ampliadora e disparou várias vezes procurando o último dos últimos, o seu Amigo!

Quando mais tarde revelou as fotos, viu o desapontamento no rosto dos que o acompanharam na tarefa, viu o embaraço e ouviu o “sinto muito”. Olhou o resultado do seu esforço e não entendeu o desconforto dos outros.

As duas fotos: 

Um rasto mais escuro no céu cinza claro da alvorada. 

Uma asa prateada no canto superior da fotografia, fugindo da prisão do papel.


Sorriu e sentiu o sol da manhã. 


Texto escrito pelo meu querido Amigo Ricardo. Publicado na blogosfera, no dia 30 de Outubro de 2013. Guardei-o religiosamente. Sabia que um dia sentiria necessidade de o surpreender. Esse dia chegou. 

Meu querido, tal como esperaste que o bando levantasse voo para que pudesses fotografar o teu Amigo, também eu espero, ansiosamente o teu regresso, aqui no Cantinho, para que juntos possamos sentir o sol da alegria e sorrir! :)


Nota: na impossibilidade de obter fotografias que ilustrassem este magnífico texto, retirei esta imagem daqui
Para obedecer, minimamente, ao sentido da penúltima frase, tomei a liberdade de a recortar. Acto, pelo qual assumo inteira responsabilidade. Se o autor se sentir lesado, é favor avisar-me e retirá-la-ei.


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sábado, 18 de novembro de 2017

Lembram-se das Suas Canções?...

Uma vez mais me uno ao Google, nesta homenagem a um dos mais famosos actores e cantores mexicanos: Pedro Infante.
Nascido a 18 de Novembro de 1917, faleceu com apenas quarenta anos,  em 15 de Abril de 1957, em Mérida, num desastre aéreo durante um voo que ele próprio pilotava, quando se dirigia para a Cidade do México.
Quem se lembrará ainda dele...ninguém?...
Eu, lembro-me!...Ouvi muitas das suas canções, na Rádio, nos idos de sessenta...:)


                    


Saibam mais AQUI




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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Feito o Desabafo...

...e recebido o miminho, que tão bem me soube, vamos partir para coisas bonitas e alegres. :)

Hoje tirei esta fotografia, quando me dirigia para o local já mencionado atrás. Parei o carro na berma da estrada, acendi os quatro piscas, saí e fotografei...Gostam? Achei linda a árvore em tons de Outono e a palmeira, uma raridade, em viço e beleza, entre todas as que se vêem mortas ou a definhar, por esse país fora. Pena foi aquela escada, ou lá o que é, que nem sei o que lá estaria a fazer, mas passem à frente...



Simplesmente Maria...Não Pode...#2


...mas por incrível que pareça...pode! Tanto pode que...
...vamos ver se a senhora conservadora  cá do Norte...(é bom deixar isso claro), me resolve o problema. Lá, não foi possível...

Hoje voltei ao mesmo local e vim lavada em lágrimas...estou desolada, sinto-me um zero à esquerda...completamente à margem da sociedade. O único ser à face da terra que tem um apelido como nome próprio.
O mal estava na raiz...no registo de nascimento. Felizmente o tal senhor - ainda há gente solidária e humana entre o pessoal desumanizado dos serviços públicos -  resolveu interceder por mim. Prometeu que iriam fazer tudo para reparar o mal que aqueles cretinos fizeram e não querem assumir. Já passaram tantos anos...
Vou emigrar...Não há direito.
Entretanto, resta-me esperar que me contactem...

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