sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque Hoje É Sexta-Feira. #6





Espero que se divirtam, tanto, quanto eu me diverti!!

   Vi no blogue do Manel Mau -Tempo,  ATRAVESSADO


Achei tão divertido que resolvi partilhar esta gracinha convosco!

Riam ou sorriam, porque rir faz bem à saúde e é de graça!


:)







quarta-feira, 18 de abril de 2018

Já Fui Feliz Aqui. [ XLIV ]


Homessa!!  A música pode estar demasiado alta e eu não estar velha!!
E ainda dizem que provérbios são  voz de Deus...por serem voz do povo.
Não acredito!





Tenho uma saudade tão braba
Da casa onde já não moro
Que por vezes bebo a baba
Do muito pranto que choro

*

Os meus  bem querem que eu vá
Bem que me querem levar
Um dia irei; lhes digo eu, quiçá,
Ou, quiçá,  para sempre, aqui vá ficar.

*

[ Que me perdoe o querido Professor Vitorino Nemésio por me ter inspirado no seu poema: "Tenho Uma Saudade Tão Braba". ]





segunda-feira, 16 de abril de 2018

PETÚNIAS...







Meu amigo, como vai?
Que prazer, quanta emoção
É bom saber que vai bem
Fico feliz, pois então! :)
Eu?...





 ...Cá vou cuidando das flores
Petúnias e outras mais
P´ra alegrar meu coração…


Vá e volte, 
não demore...
Eu sempre por cá estarei
À espera da sua mão…




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domingo, 15 de abril de 2018

MÚSICA AO DOMINGO.

"OS SALTIMBANCOS"



História de uma Gata.

Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim



Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

***_***

O vídeo tem a mesma capa do LP.


Bicharia



Au, au, au. Inha in nhó
Miau, maiu, miau. Cocorocó
O animal é tão bacana
Mas também não é nenhum banana
Au, au, au. Inha in nhó
Miau, maiu, miau. Cocorocó
Quando a porca torce o rabo
Pode ser o diabo
E ora vejam só
Au, au, au. Cocorocó

Era uma vez
(e é ainda)
Certo país
(E é ainda)
Onde os animais
Eram tratados como bestas
(São ainda, são ainda)
Tinha um barão
(Tem ainda)
Espertalhâo
(Tem ainda)
Nunca trabalhava
E então achava a vida linda
(E acha ainda, e acha ainda)

Au, au, au. Inha in nhó
Miau, maiu, miau. Cocorocó
O animal é paciente
Mas também não é nenhum demente
Au, au, au. Inha in nhó
Miau, maiu, miau. Cocorocó
Quando o homem exagera
Bicho vira fera
E ora vejam só

Au, au, au, Cocorocó

Puxa, jumento
(Só puxava)
Choca galinha
(Só chocava)
Rápido, cachorro
Guarda a casa, corre e volta
(só corria, só voltava)
Mas chega um dia
(Chega um dia)
Que o bicho chia
(Bicho chia)
Bota pra quebrar
E eu quero ver quem paga o pato
Pois vai ser um saco de gatos


Nota: As duas primeiras imagens são fotografias de um duplo álbum em vinil, com as canções que fizeram parte do Musical "Os Saltimbancos", que tenho há décadas.

Alguém se lembra destas músicas?

Tantas foram as vezes que as ouvi, juntamente com os meus filhos, no velho gira-discos que ainda hoje permanece no mesmo lugar, que chegámos  a decorar as letras de quase todas as canções que dele fazem parte.
Volto, hoje, a trazer as músicas do Chico Buarque porque no Domingo passado me lembrei deste LP ao responder a um comentário.

Espero que as recordem e gostem de as recordar...quem delas se lembrar, claro!

:)


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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Porque Hoje É Sexta-Feira. #5






Certo agricultor, creio que alentejano, tinha muitos porcos. Um dia, alguém apareceu e perguntou ao homem:

- O que é que dá de comer aos seus porcos?
Responde o agricultor:

- Ora, dou-lhes restos. Porquê?
Respondeu o outro indivíduo:

- Porque eu sou da Associação para a Protecção dos Animais. O senhor não alimenta os seus animais como deve ser, vou ter que o autuar.
Passados uns dias, outra pessoa aparece e pergunta ao homem:
- O que é que dá de comer aos seus porcos?

O agricultor, com medo de ser novamente autuado, decidiu por outra resposta:
- Eu?! Eu trato-os muito bem! Dou-lhes salmão, caviar… Porquê?

- Porque eu sou das Nações Unidas. Sabe, não é justo os seus porcos comerem tão bem quando há tanta gente a morrer de fome por esse mundo fora. Vou ter que o autuar.

O agricultor fica desanimado de todo, coitado.  Passados mais uns dias, aparece outra pessoa que faz novamente a mesma pergunta.
Aí, já prevenido, o agricultor hesita um bocado e finalmente diz:

- Olhe… Não lhes dou nada… Entrego cinco euros a cada um e eles vão comer o que quiserem…onde quiserem...

                    …E não é que desta vez não foi autuado?
Ele há coisas que fazem pensar...!






Sorriam...sorrir faz bem à pele e à saúde!!

Para hoje foi o que se pode arranjar...

:-)

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quarta-feira, 11 de abril de 2018

ISTO É TER TALENTO....


…E muitas, muitas horas de treino e concentração!









Espero que ao passar o vídeo para o blogue não tenha feito asneira e o possam visualizar. Vale a pena!

Uma jovem 'ilusionista' que nos faz ficar de boca aberta.
Apreciem quanta naturalidade, até parece serem estes truques, a coisa mais banal do mundo.
Mas não é!!  Ora vejam...



Gentileza de um amigo, a quem agradeço este e outros mimos que me envia.
Obrigada, Daniel. :)



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segunda-feira, 9 de abril de 2018

INQUIETAÇÕES DE UM HOMEM COMUM


Poeminha da Negação da Afirmação



Sou um homem bem comum
sem nenhuma aspiração.
Não quero ser general
e muito menos sultão.

Sou moderado de gastos,
de ambição reduzida,
não sonho ser big-shot
estou contente da vida.


Nunca invejei o próximo
nem lhe cobiço a mulher
pego o meu lugar na fila
e seja o que Deus quiser.
Não sou mau pai, nem mau esposo,
Grosseiro nem invejoso
– só um pouco mentiroso.


                                          Saudação Aos Que Vão Ficar 
 

Como será o Brasil
no ano dois mil?
As crianças de hoje,

já velhinhas então,
lembrarão com saudade
deste antigo país,
desta velha cidade?
Que emoção, que saudade,
terá a juventude,
acabada a gravidade?
Respeitarão os papais
cheios de mocidade?




Que diferença haverá
entre o avô e o neto?
Que novas relações e enganos
inventarão entre si
os seres desumanos?
Que lei impedirá,
libertada a molécula
que o homem, cheio de ardor,
atravesse paredes,
buscando seu amor?


Que lei de tráfego impedirá um inquilino
– ante o lugar que vence –
de voar para lugar distante
na casa que não lhe pertence?
Haverá mais lágrimas
ou mais sorrisos?
Mais loucura ou mais juízo?


E o que será loucura?
E o que será juízo?
A propriedade, será um roubo?
O roubo, o que será?
Poderemos crescer todos bonitos?
E o belo não passará então a ser feiura?

Haverá entre os povos uma proibição
de criar pessoas com mais de um metro e oitenta?
Mas a Rússia (vá lá, os Estados Unidos)
não farão às ocultas, homens especiais
que, de repente,
possam duplicar o próprio tamanho?
Quem morará no Brasil,
no ano dois mil?
Que pensará o imbecil
no ano dois mil?

Haverá imbecis?
Militares ou civis?
Que restará a sonhar
para o ano três mil
ao ano dois mil?


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A 28 de Março de 2012, a morte de Millôr Fernandes, escritor/ poeta/humorista e cartoonista, de renome, apanhou o Brasil de surpresa.
Ficou conhecido como o Grande Millôr.
Pouco antes havia falecido outro grande humorista; Chico Anísio,
de quem espero poder trazer aqui alguns dos seus incríveis momentos de humor.
Se a vontade me não esmorecer, espero homenagear, tal como fiz
com o post anterior, alguns dos maiores representantes da vida
 cultural, humorística, musical e  intelectual do país irmão.

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